O Artista (2011)

Um sorriso no rosto e um sentimento de bem estar e felicidade que parece que não irá acabar nunca, esse é o sentimento que te acomete quando a tela escurece encerrando o melhor filme de 2011, O Artista. Não só pelo fato de ser um filme mudo em preto e branco em pleno século 21, mas por ser uma aula de como se fazer comédia sem apelar para o sexual ou ridículo para poder conquistar o público.

O argumento utilizado aqui é simples, George Valentin (Jean Dujardin) é uma estrela do cinema mudo que se deparo com o dilema: se adaptar ao cinema falado ou se tornar obsoleto. À medida que Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma dançarina por quem Valentin se sente atraído, é cada vez mais requisitada por sua facilidade ao se adaptar vai tomando o espaço de George como a maior estrela de Hollywood.

Durante o longa o sentimento de nostalgia é notório, é impossível não se lembrar de gênios do cinema mudo do século 20 como Charlie Chaplin, Buster Keaton ou Harold Lloyd. Como era de se esperar para um filme de época, toda a sua parte técnica (Figurino e Direção de Arte é primorosa que com a ajuda da fotografia em P&B só intensificam a sensação de antiguidade. Por se tratar de um filme mudo a trilha sonora é de essencial importância e corresponde maravilhosamente bem sendo um dos pontos mais fortes do longa. A montagem é clássica, trazendo aquelas conhecidas telas pretas com textos para expressar os diálogos. Dujardin, Bejo e o cachorrinho Uggie estão sensacionais, os dois primeiros mereceram muito a indicação e até mesmo a vitória (ainda ma falta conferir a Janet McTeer como coadjuvante), o elenco de apoio está apenas OK.

E claro não podíamos deixar de citar o visionário por traz disso tudo, o desconhecido porém experiente diretor e roteirista Michel Hazanavicius, que merece todas as honras e prêmios que vem recebendo. Espero que a Academia honre o filme com o maior prêmio da noite do Oscar, pois será a primeira vez desde O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que concordarei com o vencedor de Melhor Filme do ano.

Nota: 10,0

Título Original: The Artist
Diretor: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, Uggie, John Goodman, James Cromwell, Missi Pyle, Penelope Ann Miller.

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3 Comentários

Arquivado em Críticas Filmes, Oscar 2012

3 Respostas para “O Artista (2011)

  1. cleber eldridge

    o filme superestimado de 2011 – não achei nada demais (tudo bem que é um singela homenagem ao cinema) – mas, não é nada que já não tivessemos visto antes.

  2. De fato, um filme brilhante, não por ser preto&branco e mudo, mas por trazer uma capacidade de recriar e inovar dentro da linguagem com uma bela história. A forma como Michel Hazanavicius conduz sua câmera, as junções de imagens, o ritmo que dá a trama, as metáforas, a metalinguagem, tudo faz de O Artista meu preferido também no Oscar. Vamos torcer.

    bjs

  3. Isso que ´´e o melhor de O Artista. Já vimos tudo aquilo ANTES. e ele resgata esse tipo de cinema que havia sido esquecido em meio a tanta tecnologia, mostrando que cinema não tem idade, e pode emocionar mais que um filme dos tempos modernos. Muito bacana o Oscar lembrar disso e premiá-lo, apesar de eu preferir Hugo

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