Os Descendentes (2011)

Normalmente os indicados ao Oscar de Melhor Filme seguem um padrão, sempre estão presentes os dramalhões, um representante oriundo da The Weinstein Company, um representante Britânico, e aquele que se destaca no cinema independente e essa vaga coube a Os Descendentes esse ano.

O longa retrata a vida de Matt King (George Clooney), descendente da realeza havaiana, que, após um acidente de barco que sua esposa sofreu entrando em coma, teve de tomar conta das suas filhas. Quando é informado pelos médicos que sua mulher irá morrer em breve Matt se ver numa situação difícil tendo que contar a notícia para toda a família, e essa situação só piora, pois Matt também descobre que sua esposa estava lhe traindo e pretendia pedir a separação.

Como é de praxe em todos os filmes do Alexander Payne, os diálogos do roteiro são de ponta principalmente os reflexivos do próprio Matt King, porém também acho que o maior defeito do filme vem justamente de seu roteiro, por não tentar arriscar ir mais além, falha da direção do Payne. O roteiro peca quanto aos seus personagens visto que o único que tem a possibilidade de se desenvolver é o personagem do Clooney, o que lhe dá abertura para a melhor atuação de sua carreira, o elenco escalado também deixa a desejar principalmente o amigo chatinho da filha mais velha de Matt.

E acredito que o longa tenha sido escalado com o gênero errado, por que apesar de toda a carga dramática do filme o considero muito mais um comédia do que um drama. A sensação que ficou ao seu final foi de acabado de assistir o fim de temporada de uma série de dramédia americana.

Nota: 7,0

Título Original: The Descendants
Diretor: Alexander Payne
Elenco: George Clooney, Shailene Woodley,  Amara Miller, Nick Krause, Patricia Hastie, Robert Forsten, Matthew Reese e Judy Greer.

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6 Comentários

Arquivado em Críticas Filmes, Oscar 2012

6 Respostas para “Os Descendentes (2011)

  1. Interessante seu ponto de vista de que o filme é mais uma comédia que um drama, porque, de fato, apesar de todo a situação pela qual o protagonista passa, o tom é leve, com várias brincadeiras e diálogos divertidos. É um filme simples mesmo, não é para tanto, mas não deixa de ser muito bem feito.

    abraços

  2. O primeiro ato do filme me prendeu, mas depois o vi se transformar em uma história boba e arrastada em exagero. A decepção do ano, embora não seja um filme ruim.

  3. Achei o pior dos indicados. A melhor do filme é a filha do protagonista. Mas fazer o que se o Oscar adora filmes assim?

  4. vou ver esse filme principalmente por causa da lindeza da Shailene Woodley!

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